De Endividado A Bilionário

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De Endividado A Bilionário
Autor: Fabrízio Gueratto 
Editora: Zeus Livros
ISBN: 9786599067709
Páginas: 200
Edição: 1
Ano: 2020 

 

Sinopse:

Em março de 2019 recebi um convite para participar de uma entrevista num canal de YouTube, até então desconhecido. O nome era ousado: 1Bilhão Educação Financeira. A promessa era de que o canal levaria educação financeira de forma leve, dinâmica, disruptiva e com humor. Como nós da Alaska gostamos de educação financeira, gostamos da linguagem simples e leve, e sempre pincelamos ensinamentos com humor, achei que poderia dar uma boa liga. Sempre acreditei que se você quer ampliar seus horizontes, na dúvida diga sim ao convite. De fato, o vídeo do bate-papo com o Fabrizio tem sido muito elogiado. Lembro de quando o canal "1Bilhão Educação Financeira" era pouco conhecido, mas logo os vídeos e entrevistas do Fabrizio foram sendo postados, o crescimento se acelerou. Nesse momento vejo o canal com 207 mil inscritos, e nosso vídeo com 49 mil visualizações. A ideia de conversarmos com as pessoas, principalmente com os iniciantes, sobre investimentos, sobre erros e aprendizados, aproximando os investidores do nosso dia-a-dia e do racional da nossa tomada de decisão em meio a incertezas e turbulências, faz parte do nosso trabalho de comunicação na Alaska. E é exatamente isso que o Fabrizio faz em seu canal, com muita descontração e entusiasmo. Num primeiro momento, as brincadeiras e perguntas do tipo saia-justa parecem quebrar o protocolo e o formalismo típico do mercado financeiro. Mas isso vai ficar para trás. O Brasil está passando por uma brutal mudança na forma de se investir, e no perfil dos investidores. A mudança é inevitável, é para melhor, e com impactos estruturais de longuíssimo prazo para os brasileiros. Quando a taxa de juros básica do país muda para os atuais patamares mais civilizados, o brasileiro, que sempre utilizou os instrumentos de renda fixa e aplicações bancárias mais básicas como uma forma de obtenção de retornos acima da inflação, passa a ter que reaprender a investir. Num país desenvolvido, numa situação normal, se você não corre riscos, você também não obtém retorno. Finalmente, após uma série de reformas, e com uma certa contribuição externa, a relação de Risco x Retorno começa a valer no Brasil. Essa nova realidade que se incia no Brasil, onde retorno necessitará de riscos para acontecer, mexerá com os nervos do brasileiro. Uma coisa é você investir num CDB e o número simplesmente aumentar 1% ao mês sem estresse. Outra coisa é você investir numa carteira de ações e ela cair 10% num mês, subir 15% no outro, voltar a cair 5% no mês seguinte, numa gangorra de enfartar qualquer novato. A única forma de ajudar o brasileiro a ajustar o seu modo de investir, será via educação financeira. Diferenciar oscilação de preço de risco empresarial, entender que retornos diários são aleatórios, mas que ao longo de 5, 10 anos eles deixam de ser aleatórios e passam a ter lógica, se relacionando com os resultados das empresas subjacentes, entender que o noticiário impacta muito mais os preços no curto prazo das empresas, do que os fundamentos, entre outras importantes lições, será essencial para que o investidor iniciante encurte a sua curva de aprendizado. Teremos um grande circulo virtuoso pela frente. Com o aumento da credibilidade e do saneamento das contas públicas, nossos juros serão menores. Com juros mais civilizados, o custo de capital fica mais decente. Com custo de capital ficando ao redor de 4, 5 ou 6% ao ano, vários projetos de infraestrutura, ampliações de produção, passam a ficar atraentes. O empreendedorismo começa a nascer no país. O aumento da concorrência em nossa economia faz com que preços e custos baixem, pelo aumento da produtividade e pelos investimentos em novas tecnologias e soluções. O resultado é o nascimento de um capitalismo de verdade. Nesse cenário, onde a pessoa passa a ter que ser mais ativa em seus investimentos, pois não existe mais a garantia de retornos generosos deixando o dinheiro parado no banco, o indivíduo começa a ser dono de seu próprio destino. Ele começa a entender que quem cria riqueza são as pessoas e as empresas. Seus incentivos mudam. Ele naturalmente procurará informações sobre alternativas de investimentos e conteúdos sobre o assunto. Essa procura independe da renda, mas tem um viés geracional: as pessoas mais novas estão mais propensas a querer entender essa nova forma de se investir. Plataformas, smortphones, canais de educação no YouTube, conteúdos em redes sociais, estão sendo cada vez mais utilizadas, principalmente pelos mais novos. Gosto muito de ligar diretamente a educação financeira com independencia financeira. Se você retirar a palavra "financeira", a ligação continua valendo: educação é independência. Gosto de utilizar um exemplo simples: vamos imaginar que uma pessoa tenha um salário de R$ 5 mil por mês. E para facilitar ainda mais o exemplo, vamos eliminar todos os impostos. O rendimento anual é 13 vezes o salário mensal: 13 x 5 = R$ 65 mil por ano. Vamos supor que essa pessoa consiga separar 25% do que ganha para investir. Vamos supor que o reajuste anual no salário seja de 4, 5% ao ano. Portanto, no ano seguinte o salário mensal vai para R$ 5.225, o que dá R$ 67.925 no ano, e que geram R$ 16.981 para serem investidos (25% do salário anual). Vamos supor também que o portfolio de investimento renda, na média, 10% ao ano (imóveis, FII, FIA, ações, RF, etc). Portanto, no final do 1o ano a pessoa investe R$ 16.250 (25% de 65 mil), e isso se torna R$ 17.875 depois de um ano, quando então a pessoa investe mais 16.981. Assim sucessivamente. Depois de 4 anos, a pessoa terá um estoque investido equivalente a um salário anual. Depois de 10 anos, o seu rendimento em cima do estoque guardado será equivalente a metade do seu salário anual. Depois de 20 anos, o rendimento do estoque investido será igual ao salário anual. Ou seja, a pessoa se "clonou", criando mais um salário anual a partir do seu dinheiro investido. Quando a pessoa não investe bem, ela se torna eternamente escrava de sua própria força de trabalho. Quem investe bem, faz com que o dinheiro dela trabalhe por ela ao longo dos anos. Cada vez mais. A decisão de continuar trabalhando ou não vai se tornando cada vez mais um ato de liberdade, de amor à profissão, e não de obrigação. Investir bem e fazer o estoque do seu trabalho, na forma de capital acumulado, gerar renda ao longo do tempo é um dever moral seu para com você mesmo. É um ato de liberdade. É você dar uma opção a você mesmo, para que você faça o que quiser e seja quem você realmente deseja ser.